“A cena drag veio pra ficar e nós vamos assumir cada vez mais essa posição de liderança e representatividade na música pop”, acredita Mia Badgyal. A drag é mais um rosto novo para a música brasileira e, neste ano, lançou seu primeiro clipe, para a faixa “Na Batida”.
Para o seu visual, são muitos os possíveis recortes e influências, que vão da cena clubber paulista aos trabalhos de artistas como a canadense Grimes, mas no que diz respeito a sua sonoridade, as inspirações vão ainda mais além. “Me inspiro muito em música latina, PC Music e no próprio eletrobrega, que eu amo. Pretendo alcançar essa gama da comunidade LGBTQ+ que não se identifica [apenas] com o funk.”
Apesar da diferença entre seus trabalhos, Pabllo Vittar é um nome que Badgyal reconhece como crucial para o que a música drag alcançou no Brasil. “Eu enxergo a Pabllo como uma divisora de águas, por ter feito algo tão mainstream, que tocou em todos os gostos.”
A cantora de “Então Vai” é, inclusive, uma das parcerias dos sonhos de Mia, que já chegou a trabalhar com a artista como estilista. Além de Pabllo, ela também amaria entrar em estúdio com Lia Clark e as internacionais Charli XCX e Brooke Candy.
“A música pop brasileira é feita exclusivamente para a comunidade LGBTQ+, então, por que não fazermos nós mesmos essa música pra gente?”, questiona a cantora, que começou na música ainda na infância, cantando em igrejas evangélicas.
“Na Batida” é o primeiro single de Mia com seu EP de estreia, planejado para o final desse mês, e é nele que a artista aposta para alçar voos ainda maiores. “Sou artista independente, então tenho que fazer o corre para as coisas acontecerem. Mas espero que, com o EP, eu consiga visibilidade e mais pessoas que possam me conhecer e trabalhar comigo, assim como já tenho conhecido gente grande que tem fortalecido.”
Assista abaixo ao seu videoclipe:
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